O Yoga para lá dos Asanas

O yoga é uma filosofia prática de vida, significa isto que deve ser praticado com consistência e consciência. Não é por fazermos asanas (as posturas bonitas do yoga) que o estamos a praticar. As posturas por si só são uma espécie de alongamento. Yoga não é isso. Também não é o nível de flexibilidade e força física que determina um bom praticante. Na verdade, diria que um bom nível de flexibilidade mental e resiliência são qualidades muito mais leais de um bom Yogi. O que me atrai fortemente no Yoga Integral é precisamente por ser um método muito completo que vive o yoga com todas as partes que o integram: física, mental, emocional e espiritual, de forma vivencial e não apenas na teoria. Por exemplo, à medida que evoluímos na nossa prática vamos observando em nós mudanças, através do corpo, vamos trabalhando camadas cada vez mais profundas do nosso Ser até chegarmos ao verdadeiro Eu. Costumo dizer que o Yoga transcende o contexto da sala de aula e, involuntariamente, damos por nós a comportarmo-nos de forma diferente – mais equilibrada, centrada no momento, com grande serenidade e atitude mais positiva. A sermos mais fortes e flexíveis. No entanto, esta transformação não acontece de forma racional e premeditada. Isto é, o praticante de yoga no dia-a-dia não pensa: ‘ah, é agora que tenho oportunidade de colocar em prática o conhecimento do yoga. Tenho que ser mais calmo e observar mais antes de agir”. Isto, é um processo mental e racional de ‘importar’ para o dia-a-dia o que reteve da prática (aula) de yoga. Mas, Yoga é quando essa transferência de aprendizagem do tapete para o quotidiano acontece de forma orgânica e inesperada. É aqui que o praticante se torna observador e observado, não apenas no tapete. É quando dá por si a constatar que as suas emoções e pensamentos já não o comandam como um robot mas, que, consegue identifica-los e geri-los (observando-os, observando-se) o que lhe permite agir ao invés de reagir. É quando se observa no dia-a-dia a agir de forma diferente da habitual, quando se observa com mais calma e serenidade em situações adversas, as quais anteriormente despertavam a sua impulsividade. É quando se observa mais tolerante, compassivo, verificando uma mudança positiva em si, com mais flexibilidade mental e conexão consigo e com os outros, refletindo uma melhoria significativa na sua atitude e relacionamentos. Quando se observa e não quando se esforça por ser.  O único esforço que nos é exigido é o de sermos bons praticantes, já dizia Sri K. Pattabhi Jois: “practice and all is coming”.

 

YOGA NA RUA

30 Junho | Jardim das Conchas | 10h – 11h

5€ – Participante

8 Julho | Yoga com Caminhada (12 km), Santa Cruz | 9h30 – 15h

10 € – Participante

Diana Feliz (135 Posts)

Diana Feliz, Terapeuta e Mestre de Reiki e Karuna. Professora de Yoga na Associação de Yoga Integral de Portugal. Fundadora do projeto SERFeliz, um projeto que nasce do coração. É lá que encontramos a nossa felicidade. Tem como pilares principais as técnicas e ensinamentos de dois métodos complementares: o Reiki e o Yoga, para inspirar pessoas a viver vidas mais felizes.


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